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08 out 2021
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Inteligência emocional de Daniel Goleman: o que é e como desenvolvê-la

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Certamente alguém vem à mente quando você pensa em uma pessoa que nunca deixa seu temperamento sair do controle. Não importa quais problemas ela tem, é alguém que tem a a confiança de sua equipe, que ouve seu time, com quem é fácil falar e que sempre toma decisões depois de analisar bem as situações. A pessoa que você está pensando tem inteligência emocional. Quer saber do que consiste a inteligência emocional de acordo com Daniel Goleman? Bem, continue lendo!

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O que é inteligência emocional de acordo com Daniel Goleman?

A inteligência emocional é a capacidade de reconhecer emoções – tanto nossas quanto de outras – e gerenciar nossa resposta a elas. Podemos defini-la como o conjunto de habilidades que permitem uma maior adaptabilidade da pessoa às mudanças. Também tem a ver com autoconfiança e segurança, controle emocional e automotivação para alcançar metas. Entender os sentimentos dos outros, gerenciar relacionamentos e ter poder de influência é fundamental para alcançar mudanças positivas no ambiente.

Uma emoção provoca uma ação, uma resposta. Normalmente, diante de certas emoções, nossa resposta geralmente é automática, ou o que é o mesmo: uma reação a um estímulo. O que a inteligência emocional diz é que é possível responder ao invés de reagir. Ou seja, introduz o conceito de gerenciar a resposta a um estímulo.

Uma emoção ocorre em resposta a algo que acontece conosco. Em primeiro lugar, damos a nós mesmos uma explicação do que aconteceu (pensamento) e imediatamente temos uma reação fisiológica (emoção).

Não podemos escolher ter ou não ter uma emoção, já que é algo que acontece fora da nossa vontade. O que podemos decidir é o que queremos fazer com ela. As emoções têm uma carga energética considerável, o que nos impulsiona para a ação. Podemos dizer que as emoções são a ponte entre o pensamento e a ação. E nossas ações determinam nossos resultados, moldando nossas vidas. Portanto, se formos capazes de escolher nossas ações, temos mais do que chances de obter resultados diferentes.

A inteligência emocional também é útil para melhorar nossos relacionamentos com os outros. E melhores relacionamentos, vida melhor. Foi demonstrado que pessoas com alta inteligência emocional têm uma vida mais satisfatória.

Quem é Daniel Goleman?

Se falarmos de inteligência emocional, o autor de referência que devemos falar é Daniel Goleman. Seu livro, “Inteligência Emocional”, foi uma revolução ao fornecer evidências científicas sobre a influência que as emoções têm em nossas vidas.

Goleman argumenta que as competências emocionais se enquadram em duas categorias: intrapessoal e interpessoal. A primeira refere-se à relação que estabelecemos com nós mesmos e a segunda às relações que temos com os outros. Tudo começa consigo mesmo. É difícil acreditar que alguém que se dá mal consigo mesmo pode ter bons relacionamentos com os outros.

Daniel Goleman é um renomado psicólogo e palestrante. Em 1995 publicou “Emotional Intelligence”, que estava na lista de best-sellers do New York Times por um ano e meio, vendendo mais de cinco milhões de cópias em todo o mundo.

Nascido e criado na Califórnia, estudou antropologia na Universidade de Massachusetts antes de obter um doutorado na Universidade de Harvard. Ele estava trabalhando como editor da seção de ciências comportamentais e cerebrais do famoso New York Times e foi professor de psicologia por muitos anos.

Além disso, co-fundou a Sociedade de Aprendizagem Acadêmica, Social e Emocional no Centro de Estudos Infantis da Universidade de Yale. A missão da associação era ajudar as escolas a introduzir cursos de educação emocional.

Para que é inteligência emocional?

O pensamento ocidental, lógico-racional, não acredita tanto na mudança como na segurança oferecida pelo conhecimento e pela experiência para controlar o futuro. Nessa perspectiva, o mais importante é:

  • Comportamentos (não emoções)
  • Conhecimento (não intuitivo)
  • Os resultados (não os processos)

A aprendizagem baseia-se, principalmente, na repetição de associações entre comportamentos e resultados que nos beneficiaram no passado, evitando esses negativos.

Esse modelo de aprendizagem é essencial para a sobrevivência de qualquer espécie e, no caso dos seres humanos, fundamental em seus primeiros anos de vida. Para modelar seu comportamento, os adultos usarão recompensa ou punição.

Em muitas empresas, a motivação externa também é empregada. Por exemplo, os funcionários podem ser incentivados a alcançar seus objetivos através de um bônus salarial. Dessa forma, seguindo o pensamento causa-efeito, se o comportamento do empregado (A) o levar a alcançar resultados (B), ele obterá compensação (C). Se a pessoa não alcançar os resultados planejados, não receberá indenização.

Nesse contexto, a complexidade do ser humano em um ambiente globalizado e tecnológico desestabilizou esse sistema linear de estímulo-resposta. Isso fez com que disciplinas como psicologia ou neurociência tivessem direcionado seu interesse para o que nos causa conflitos (mudanças) e seu catalisador: emoções.

As emoções têm uma grande transcendência no nosso dia a dia e influenciam a maioria das decisões que tomamos. Por exemplo, ao escolher um parceiro ou escolher um trabalho. Algumas pessoas desenvolveram muito mais a faceta emocional do que outras. Portanto, é necessário prestar atenção a esse tipo de habilidades emocionais, pois elas podem marcar nossa vida e nossa felicidade tanto ou mais do que nossa inteligência.

Por que a inteligência emocional é importante no trabalho?

Segundo Daniel Goleman, a importância da inteligência emocional na liderança significa que as pessoas podem realizar seu trabalho de forma eficaz. A competência de um chefe pode ser medida pelo uso do talento de seus funcionários.

Criatividade, empatia e pensamento de sistemas são fundamentais para se adaptar a um mundo em constante mudança, onde a inovação, os negócios e as humanidades andam lado a lado.

Se pararmos por um momento para pensar quando nos sentimos mais motivados e mais felizes trabalhando, encontraremos um estado que não tem nada a ver com o racional, mas com o cérebro emocional.

Este estado é chamado de “fluxo” e seria o melhor exemplo de inteligência emocional. Parece quando uma atividade exige que mobilizemos todas as nossas habilidades, o que leva a pessoa a colocar toda a sua atenção no que está fazendo a ponto de esquecer que há algo mais no mundo.

Quando você entra em “fluxo”, as emoções estão alinhadas com a tarefa. A pessoa sente um tipo de alegria e otimismo. O oposto do fluxo, e o que o anularia, seria o excesso de reflexão ou perfeccionismo. Esse modelo, que ocorre em pessoas altamente comprometidas, envolve colocar emoções para trabalhar a serviço do conhecimento,com o qual são obtidos resultados extraordinários.

Nesse novo pensamento integrativo, a motivação está alinhada com a autonomia, talento e propósito da pessoa. Dá lugar a empresas responsáveis que levam em conta a individualidade das pessoas, seus valores e motivações, fazendo com que elas se comprometam com suas tarefas e resultados.

Componentes da inteligência emocional

Como já discutimos antes, pessoas com alto grau de inteligência emocional sabem o que sentem, o que suas emoções significam e como podem afetar outras pessoas. Portanto, ter inteligência emocional é essencial para todos os líderes. Quem você acha que vai fazer melhor? Um líder que grita com sua equipe quando estressado ou aquele que fica no controle e analisa a situação com calma?

Nesse sentido, a inteligência emocional segundo Daniel Goleman tem cinco elementos-chave:

  • Autoconhecimento
  • Autorregulação
  • Automotivação
  • Empatia
  • Habilidades sociais

1. Autoconhecimento

Um dos elementos-chave da inteligência emocional segundo Daniel Goleman é o autoconhecimento. É importante saber como responder às coisas que acontecem comigo. Se eu quiser mudar alguma coisa, primeiro tenho que saber o que faço para poder fazer algo diferente. Se estamos cientes de nós mesmos, sempre conheceremos nossas emoções, além da forma como nossas ações podem afetar as pessoas ao nosso redor.

A chave é se comportar com humildade. Não importa qual seja a situação: podemos sempre escolher como reagimos a ela.

2. Autorregulação

Em segundo lugar, precisamos aprender a desfazer os automatismos da resposta emocional. O que dissemos antes de respondermos em vez de reagir. Bons líderes se regulam e não atacam verbalmente os outros. Além disso, eles não tomam decisões rápidas ou emocionais, nem estereotipam as pessoas ou comprometem seus valores. Auto-regulação é sobre manter o controle.

3. Automotivação

A inteligência emocional também leva em conta a motivação. Se eu quiser mudar alguma coisa, eu tenho que saber o que me leva a essa mudança. Há pessoas que sabem como se motivar e que trabalham para atingir seus objetivos com padrões extremamente elevados em termos de qualidade de seu trabalho.

Toda vez que enfrentamos um desafio ou mesmo um fracasso temos que tentar extrair algo positivo da situação. Pode ser algo que a princípio parece irrelevante para nós, como um novo contato, ou algo com efeitos a longo prazo, como uma lição. Há sempre algo positivo!

4. Empatia

Para os líderes, ter empatia é fundamental ao gerenciar uma equipe ou organização. Ou, o que é o mesmo, ter a capacidade de entender as emoções dos outros e nos colocar em seu lugar. Tem a ver com a capacidade de ajudar as pessoas em sua equipe a se desenvolverem, desafiando aqueles que agem injustamente ou fazem comentários construtivos. Além disso, eles ouvem aqueles que precisam.

5. Habilidades sociais

O último elemento que compõe a inteligência emocional segundo Daniel Goleman são habilidades sociais, como se comunicar efetivamente, influenciar, persuadir e gerenciar conflitos.

Líderes que têm bom desempenho nas habilidades sociais da inteligência emocional são excelentes comunicadores. Eles estão tão abertos a ouvir más notícias como são para boas notícias. Eles são especialistas em obter sua equipe para apoiá-los e ficar animado com uma nova missão ou projeto. Líderes que têm boas habilidades sociais também são bons em gerenciar mudanças e resolver conflitos diplomaticamente.

É importante notar que a inteligência emocional pode ser treinada. É verdade que há pessoas que parecem ter uma certa facilidade para isso, como se fosse uma capacidade inata, embora todos possamos desenvolvê-la em maior ou menor grau se propô-la.

O que você achou deste artigo sobre o que é inteligência emocional de acordo com Daniel Goleman? Deixe seus comentários e compartilhe!

Lembre-se que para ser um bom líder é essencial saber como se liderar, e esta é provavelmente uma das tarefas mais complicadas. Portanto, se você quer saber as chaves para ser um bom líder, dê uma olhada no nosso MBA em Digital Business. Estamos esperando por você!

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