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12 Maio 2020
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Aceleração digital em tempos de crise

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O mundo está assistindo a uma onda de mudança sem paralelo. A Covid-19 está impactando a Economia e está trazendo consequências nefastas, o que já levou a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) a baixar para praticamente a metade a sua previsão de crescimento global para este ano. De um aumento de 2,9% agora vamos para apenas 1,5%. Mas o impacto será apenas esse?

Se todas as previsões são falíveis, as previsões feitas nesta altura são ainda mais. O impacto da pandemia é imprevisível. Em países de todo o mundo o desemprego volta a escalar para níveis próximos da crise financeira de 2008 e, sem uma data prevista para a criação de uma vacina, é provável que o cenário continue a piorar. Os desafios para os empresários são, por isso, tremendos. 

Porém o ser humano tem a capacidade de se reinventar. E se há uma coisa que esta crise já provou é que essa reinvenção passa imperativamente pelo digital. Milhões de trabalhadores em todo o mundo tiveram de montar os seus escritórios em casa e começar a desempenhar as funções que estavam habituados a fazer no escritório. Em muitos desses casos a mudança foi lógica e provavelmente até já poderia ter sido feita anteriormente. Mas essa crise foi o empurrão que faltava. E, provavelmente, nada voltará a ser como antes. 

O Crescimento do Trabalho Remoto 

O trabalho remoto já está sendo altamente impactado por essa profunda mudança na sociedade. O próprio CEO da Barkleys admitiu recentemente que “colocar 7.000 pessoas dentro de um edifício pode ser uma coisa do passado”. E isso não é apenas verdade para os Bancos. O trabalho remoto pode significar ganhos de eficiência para muitas empresas, que correm agora atrás do prejuízo para perceber como devem se adaptar a essa realidade. Infelizmente para muitas não foi uma mudança desejada, mas sim imposta, razão pela qual terão mais trabalho ao se adaptarem. Prova disso são as pesquisas no Google pelo termo “remote work” a nível mundial, que atingiram recentemente um pico com o início da crise, de acordo com Google Trends.

Vivemos em um período de adaptação a uma nova realidade ao qual se seguirá uma fase de maturidade. Esse interesse crescente em ferramentas digitais de trabalho remoto está fazendo com que diversas empresas cresçam mais e mais rápido do que alguma vez previram, como é o caso da Zoom, empresa de videoconferências que, inclusive, já se viu no centro de polêmicas sobre segurança e privacidade após esse boom inesperado. 

O consumo digital continua crescendo

Não trabalhamos apenas em casa. Fazemos muito mais do que isso. Vivemos em casa. Nós nos divertimos em casa. Tentamos sair e simular experiências exteriores dentro do nosso lar. De acordo com a GlobalWebIndex, cerca de 80% dos consumidores admitem que estão consumindo mais conteúdos na internet durante esse período, o que representa uma oportunidade para as empresas de mídia, desde que elas sejam capazes de rentabilizá-la. 

O entretenimento, como parte importante da vida das pessoas, ganha agora uma nova importância, seja devido à necessidade de conteúdos positivos para fazer frente à realidade negativa, seja pela pura necessidade de ocupação de tempo. Prova disso é o aumento exponencial no número de subscrições da Netflix, que mais do que duplicou a sua estimativa para os últimos 3 meses, com a adição de mais de 15 milhões de assinantes em nível global, comprovando o interesse por serviços de streaming de entretenimento.

Na verdade, no braço de ferro com outros serviços do gênero, essa prova de força pode bem ter sido o que o Netflix precisava. A chegada do Disney Plus parece cada vez menos uma ameaça, e a companhia continua a somar ganhos. 

Negócios digitais do mundo real

A pandemia provocada pelo novo coronavírus teve um impacto brutal nas bolsas de todo o mundo. Mas, enquanto os principais índices caíram a pique, o valor das ações da Netflix subiu. E há até um caso mais interessante: o da Amazon. A empresa de vendas online caiu como todas as outras, mas, em poucas semanas, subiu para o nível mais alto até hoje.

Enquanto o mundo vive em incerteza, a Amazon vê as suas ações valorizarem. Por quê? Porque se trata de um negócio digital. O Digital Business está crescendo e desempenha um papel cada vez mais importante na realidade dos negócios. Qualquer negócio tem de ser digital. E os que forem mais capazes de se distinguirem, maior probabilidade terão de vingar entre a enorme competição que se vive no mundo atual.

A Amazon está à frente da concorrência e muito disso tem a ver com as suas competências digitais e tecnológicas. A empresa não deixa de inovar e isso está trazendo ganhos mesmo em tempo de crise. Essa empresa oferece um serviço que é ainda mais indispensável agora que as pessoas não podem sair de casa para fazer compras.

Os mais bem preparados

Já vimos casos para todos os gostos. A Zoom claramente não estava preparada para toda a atenção que recebeu. A Amazon, por outro lado, conseguiu capitalizar rapidamente com essa mudança de paradigma. E, no meio de tudo isso, como está lidando com isso a área dos pagamentos, que, no fundo, torna todos os outros negócios possíveis? Em uma palavra: normalmente.

Em grande medida os grandes fornecedores de pagamentos, apoiados pelas políticas nacionais de combate à corrupção, há muito tempo vêm promovendo movimentos pela não utilização de dinheiro vivo, o chamado cash. Quanto menos dinheiro vivo circular, mais dinheiro digital passa pelos sistemas de informação que podem ser, de alguma forma, seguidos por mecanismos contra branqueamento de capitais. Por esse motivo, foi como se nada tivesse acontecido.

A desmaterialização do dinheiro é uma realidade com a qual convivemos. Com o aparecimento de novas wallets e bancos digitais, recebemos e enviamos dinheiro sem precisar ir a um caixa eletrônico ou a um banco. Essa foi, por isso, uma das áreas mais bem preparadas nesta crise. Ainda nesse sentido, o aparecimento da tecnologia blockchain e de criptomoedas como o Bitcoin poderá representar a próxima grande onda de inovação nesse mercado, sendo que grandes bancos e empresas financeiras estão atentas a essas tecnologia.

O mundo está mudando e é natural que os próximos meses/anos sejam muito favoráveis à disrupção digital. Se alguma vez tivemos dúvidas sobre como seria um mundo em isolamento, agora temos a resposta: será obrigatoriamente mais digital. Porque é lá que vamos procurar as relações humanas que não conseguimos obter de outra forma.

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