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25 set 2020
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O impacto da transformação digital nas empresas sociais

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A transformação digital trouxe novas oportunidades de estratégia de negócios nas empresas que surgem graças ao surgimento das tecnologias. Da mesma forma, essa mudança não é apenas tecnológica, mas também traz novas aptidões tanto em pessoas físicas quanto na reinvenção de organizações que afetam o mercado global tradicional.

Quando falamos em empresas sociais, referimo-nos a um termo bastante recente que surgiu na última década e que se refere a um novo modelo de gestão empresarial que visa, não só a rentabilidade económica mas também se preocupa com os problemas do seu meio. Estamos falando de empresas que entendem que alcançar o crescimento econômico com igualdade social e respeito ao meio ambiente deve ser um valor constitutivo do DNA empresarial.

Estas empresas, socialmente responsáveis, representam sem dúvida uma mudança na ética empresarial, deixando de lado a clássica visão utilitarista e dando lugar a um novo paradigma onde se promove um modelo de gestão que podemos chamar de “capitalismo consciente” apoiado na transformação digital das empresas.

Hoje, uma nova ética da empresa traduz-se num compromisso com os “empreendimentos sociais”.

Por que é vital apostar em empresas éticas

  • Estamos diante da necessidade de renovar o modelo de crescimento econômico e ainda mais pela consciência generalizada que o impacto da crise mundial gerou nos diversos atores sociais. Governos, empresas, organizações sem fins lucrativos e também figuras influentes se esforçam para estimular os agentes econômicos a responder aos grandes desafios enfrentados pelas sociedades modernas em âmbito internacional: erradicação da pobreza, sustentabilidade ambiental, igualdade de gênero, educação, promovendo a paz consubstanciada nos objetivos de desenvolvimento sustentável.
  • É unânime o pressuposto de que crescimento econômico deve ser sinônimo de crescimento social e isso pende para este último o equilíbrio entre acumulação de capital e distribuição de riqueza, ou pelo menos é isso que está em jogo.
  • Os consumidores estão cada vez mais conscientes do seu poder de negociação perante as empresas. O consumo responsável passa a ser um valor transversal que obriga as empresas a adaptarem os seus produtos, serviços e mensagens publicitárias às exigências do consumidor final.

Esse modelo de gestão socialmente responsável e ético permite que ações voltadas ao desenvolvimento de negócios escaláveis ​​sejam desenvolvidas dentro da empresa. Mas que por sua vez envolvam, por exemplo, políticas ambientais, políticas e programas que promovem a integração laboral de grupos desfavorecidos, ações de apoio ao terceiro setor no desenvolvimento e financiamento de projetos de intervenção social.

Podemos encontrar vários exemplos de empresas socialmente responsáveis ​​e várias formas de se manifestar (Responsabilidade Social Empresarial, Marketing com uma causa, filantropia, bolsas a entidades sem fins lucrativos, apoio à investigação, financiamento de projectos de cooperação internacional).

Mas sem dúvida, graças à revolução digital, estamos diante de uma avalanche de mudanças sem paralelo que podem afetar o crescimento e consolidação deste modelo de negócio e contribuir para aumentar muito o seu impacto na melhoria do bem-estar da população. O combate à pobreza, combate às mudanças ambiental, promoção de valores e, finalmente, o estabelecimento de uma nova ética empresarial.

O Big Data e o aumento no impacto social das empresas

A revolução no uso massivo de dados está ajudando as empresas a transformar e consolidar novos modelos de negócios, a conhecer melhor o consumidor, a serem escaláveis, mas também a melhorar a qualidade de vida, contribuindo com avanços importantes em áreas como saúde, educação e emprego.

Do livro “Big Data: A Revolution That Will Transform How We Live, Work, and Think” de Viktor Mayer-Schönberger e Kenneth Cukier podemos extrair um exemplo emblemático do poder dos dados para transformar a sociedade e impactar em aspectos básicos para a melhoria da qualidade de vida da população.

Em 2009, o Google desenvolveu um algoritmo capaz de prever a propagação da gripe de inverno nos Estados Unidos graças a uma correlação da frequência de busca de determinados termos dos usuários e a propagação da gripe no tempo e no espaço, superando assim em eficácia o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) neste país. Conseguindo assim fazer previsões e não responder como esse órgão costumava fazer, que só poderia tomar medidas reativas com o vírus já espalhado.

E este é apenas um exemplo ilustrativo de como o Big Data pode contribuir para gerar empresas que consigam resolver os problemas sociais de novas formas, empresas com ética que concebem o seu trabalho com responsabilidade social e têm entre as expectativas fornecer soluções acessíveis a todos, apostando na igualdade e no bem-estar coletivo. Vejamos alguns exemplos:

Saúde pública, Big Data e qualidade de vida

Sem dúvida o campo da saúde está passando por uma mudança sem precedentes, o importante é que os avanços alcançados sejam distribuídos igualmente na sociedade e se tornem um elemento que contribui para a oferta de saúde para todos entendida como um direito universal e não como um bem de luxo reservado para poucos.

O Savana permite que você transforme o texto de prontuários médicos em Big Data. A empresa se define como uma rede médica global solidária. Esta solução tecnológica pode ter um grande impacto na saúde pública nos sistemas de saúde de todo o mundo, mas não só, pode ajudar os países em desenvolvimento com sérias limitações de recursos a obter acesso a dados de grande valor para melhorar e acelerar diagnósticos médicos.

Nas palavras de Ignacio Hernandez Medrano, CEO da Savana e segundo os cálculos de sua equipe, até 2030, graças a essa tecnologia de Big Data, pelo menos 50% dos profissionais de saúde dos países em desenvolvimento terão acesso a essa ferramenta. Sem dúvida uma ótima notícia que sugere que não se trata apenas de montar uma empresa e torná-la escalável, mas de buscar a inovação social e melhorar a qualidade de vida das pessoas internacionalmente.

Big Data à disposição da defesa do meio ambiente

O Vizzuality é uma ferramenta colaborativa de código aberto que garante a conservação das florestas. Para isso, coleta dados em tempo real com o objetivo de detectar atividades ilegais,  prevenir o desmatamento, entre outras possibilidades.

Esta plataforma foi apresentada no evento anual Big Data para o bem social organizado pela LUCA, unidade de análise de dados da Telefónica, e de onde podemos extrair outros exemplos de interesse.

A educação digital é a educação do futuro para gerar oportunidades iguais

A Fundação Telefónica juntamente com a Fundação Bancaria “La Caixa” são os promotores do projeto Profuturo , que visa levar a educação digital às populações mais desfavorecidas. É um projeto que incorpora as novas tecnologias como eixo básico de um modelo educacional inclusivo e visa incorporar gradativamente outros atores com o objetivo de criar uma rede internacional de ensino.

Atualmente e de acordo com dados disponibilizados na web, o projeto já atingiu 5,3 milhões de crianças em 23 países da América Latina, África e Ásia.

Modificação genética para que as crianças nasçam sob encomenda

A pesquisa sobre edição de genes de embriões humanos está apenas no início e é focada principalmente na prevenção de doenças, especialmente aquelas ligadas a mutações específicas. É um assunto de grande complexidade, mas que muitas vezes é tratado levianamente, não se trata de poder escolher talentos especiais, de modificar geneticamente para chegar a um grande atleta ou inteligência superior, pois isso não é possível através da modificação genética e nem deveria. ser o seu propósito.

A pesquisa neste campo visa antes detectar doenças genéticas com mutações específicas, como a doença de Huntingtong ou alguns tipos de câncer para reparar essas mutações, como resultado, poderíamos ser capazes de erradicar essas doenças.

A questão ética implícita na edição de genes, apontada por Marcy Darnovsky, do Center for Genomics and Society, uma organização sem fins lucrativos dos Estados Unidos, suscita muitas controvérsias, mas, acima de tudo, o que vários atores exigem é que esses avanços não se aprofundem as lacunas econômicas estão ao alcance de poucos, mas são avanços que atingem igualmente a população mundial. O risco é que a lógica comercial prevaleça sobre o bem comum da sociedade.

E você, o que acha?

  • Você acredita que estamos realmente diante da consolidação de um novo modelo de empresa social?
  • Você acredita que o Big Data favorecerá a consolidação de novos monopólios de negócios?
  • Estamos falando de avanços científicos aos quais poucos terão acesso e onde prevalecerá a lógica comercial?
  • A responsabilidade corporativa é uma retórica sem fundo para melhorar a imagem do consumidor ou estamos realmente falando de empresas que buscam contribuir para uma sociedade melhor?

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11 thoughts on “O impacto da transformação digital nas empresas sociais”

  1. Falar de responsabilidade social nas empresas tornou-se, hoje, tão importante quanto falar de sustentabilidade financeira!

    Se por um lado a democratização de opiniões, criação de conteúdo e diversidade de pensamento através do mundo digital, trouxeram um consumo mais consciente e exigente, por outro lado há cada vez mais pressão política e social para que as empresas assumam um papel relevante na sofisticação social. Prova disso é o aumento de empresas com responsabilidade social cotadas em bolsa ou, alternativamente, o Parecer do Comité Económico e Social Europeu sobre «A economia do bem comum: um modelo económico sustentável orientado para a coesão social».

    Em coerência com a economia circular, a economia para o bem comum vem trazer várias novidades à gestão ética e socialmente responsável das empresas, espelhando não só a necessidade e vontade das empresas se posicionarem como atores sociais, como, também, a relevância do big data na gestão da sustentabilidade das empresas que ganhou novas variáveis com os desafios atuais ligados à digitalização, globalização, redução do impacto ambiental e inclusão social e comunitária.

    Acredito verdadeiramente que estamos a enfrentar um novo paradigma de empresa social, em que todas as organizações, independentemente da sua finalidade, assumem uma responsabilidade social que, embora voluntária, se torna imprescindível para o seu próprio branding, decorrente de uma alteração de consumos focada numa sociedade melhor, mais desenvolvida e tolerante quer à diversidade humana, quer à biodiversidade!

  2. A transformação digital já não é mais um tópico de planejamento empresarial a longo prazo e sim, uma realidade a ser aplicada a todos.
    A necessidade de se aplicar táticas e ferramentas sociais dentro de uma empresa, faz com que ela leve seus valores para além do seu produto e serviço e é isso que se faz importante nos dias atuais.

  3. A própria sociedade vem mudando de comportamento, pesquisando sobre as empresas da qual é cliente, vendo o que ela faz de bom para a sociedade. As empresas estão sentindo essa cobrança, e precisam se adequar a essa conscientização de contribuir socialmente. Cabe a nós que estamos na frente de uma empresa, fazer cada um a sua parte!

    A evolução tecnológica, e digital com certeza irá evoluir de forma drástica, numa velocidade alta o que até alguns anos atrás parecia impossível!

  4. A transformação digital é uma realidade e devido ao cenário atual (Pandemia) que o mundo inteiro está passando, faz dessa transformação uma necessidade imediata. Hoje, uma parcela significativa da população busca por empresas que possuem o compromisso social, principalmente nos tópicos voltados à sustentabilidade. Atualmente, há diversos estudos que as empresas com viés social alcançam maiores resultados econômicos, principalmente a longo prazo, uma vez que essa ponto será imprescindível em um futuro próximo.

  5. Graças a transformação digital, hoje temos novas estratégias de negócios que focam no consumidor mais que na empresa. Com a chegada do Big Data, temos a oportunidade de filtrar nossos consumidores e atingirmos o público-alvo corretamente e com um produto/serviço mais eficiente ainda, já que muitas vezes os consumidores se tornam advogados da marca e através dos mesmos conseguimos avaliar diferentes pontos de vista sobre o produto/serviço oferecido.
    O Big Data é de extrema importância para que áreas de uma empresa, como o Marketing de Relacionamento, funcionem da maneira mais eficiente possível. Hoje existem empresas que seguem o conceito Data Driven, tendo uma base de dados para tomar decisões, ao invés de partir de suposições.

  6. Eu acredito que ainda existe muito espaço para a consolidação do modelo de empresas sociais no mundo dos negócios. No Brasil, por exemplo, este modelo está muito enraigado às empresas do terceiro setor e àquelas que lideram o mercado brasileiro, muito devido aos incentivos fiscais fornecidos pelo governo. Ainda assim, esse modelo ainda não está enraigado por aqui. A grande maioria das empresas, as PME’s ainda não aplicam esse modelo no geral. E o grande marco para a consolidação deste modelo será sua prática também por menores empresas, a fim de atingirem a totalidade do mercado brasileiro.

    Além de incentivos governamentais, a democratização do acesso ao big data pode contribuir para esse movimento. Atualmente, os dados estão concentrados nas grandes empresas, o que limita à visibilidade do mercado como um todo por parte dos PME’s. A livre disponibilização dessas informações pode contribuir e desenvolver ainda mais o terceiro setor brasileiro e atingirá maior parte da população, a qual, majoritariamente, se utiliza do setor público de educação e saúde para sobreviver. A longo prazo, o fim dos monopólios de contenção de informação pode ser, inclusive, benéfico para o governo e para as grandes empresas, pois todas as partes envolvidas se uniriam em prol do progresso nacional.

    Independente se as empresas fazem isso para autopromoção ou para contribuição à sociedade, esse movimento acaba por contribuir para a sociedade, então é um movimento benéfico para nosso país.

  7. A transformação Digital faz toda a diferença em todos os âmbitos empresariais e estruturas organizacionais. Grandes empresas já perceberam a sua importância a anos e com a COVID 19, muitas organizações foram forçadas a investir para manterem sua competitividade e muitas outras padeceram por não conseguirem se adaptar ao boom digital que estamos vivendo devido à essa calamidade sanitária. Particularmente falando do Brasil, ainda existe um gap enorme quando falamos de evolução digital e utilização de Big Data, o que demonstra um longo caminho a se percorrer, repleto de oportunidades e crescimento.

  8. Concordo com meus colegas que aqui comentam que no Brasil, a realidade digital não é para todas as empresas….infelizmente possuímos uma lacuna gigante entre as grandes empresas ou médias até o PME. Quando me refiro de lacuna é a diferença em termos da educação digital em si, existem muitas oportunidades na transformação digital ao PME brasileiro, dentre uma delas é a possibilidade de se beneficiar e/ou beneficiar alguém com esta inserção no mundo digital. Porém falta a educação digital para estes empresários que são obrigados a dispensar seus esforços para superar outros desafios que nosso país os impõe. (isso é outro papo, hehe).
    Sem dúvida a transformação digital com big data andam juntas e podem não somente declarar oportunidades, como também grandes riscos para que a sociedade de prepare para situações futuras, como pandemias etc. O que cabe as empresas independente da intenção das ações, promover de fato atitudes sociais, pois com certeza o impacto será positivo e o resultado, neste caso, é o que mais importa.

  9. Acredito que o primeiro passo é reconhecer que sentimos falta de responsabilidade social e equabilidade no entorno empresarial, quando falamos de atos que promovem a qualidade de vida humana são muitos os que falam mas poucos os que fazem. Dentro da minha experiência de vida e de trabalho, posso dizer com certeza que o primeiro passo é reconhecer que precisamos fazer o bem comun. Nem sempre tudo é relacionado com dinheiro e além de praticas ou principios empresariais trata-se de praticar primeiramente como humanos, só assim levaremos essa realidade para o mundo empresarial, e acredito que o Big Data esta sendo uma excelente ferramenta para isso.

    É verdade, ainda falta muito caminho por percorrer, e não precisamos nos comparar com o terceiro setor que já surge com uma necessidade e objetivo diretamente relacionado, também podemos fazer parte com pequenas ações. A transformação digital é uma dessas, e estou bem feliz de fazer parte de uma parte da população que conhece e sabe como pode utilizar isso para favorecer nossa sociedade.

  10. Ótima reflexão sobre a nova forma de empreender: Empresas Sociais, além do capitalismo.

    O fato que ressalta a validade de uma empresa no mercado é sem sombra de dúvidas sua: Ética, perante o quadro social em que essa esteja localizada em uma cidade ou região, seja essa: Nobre, mediana ou periférica. E com o advento das crises sociais, como a Pandemia do COVID-19, surgiu a necessidade e empenho da ajuda do capital privado, além dos governos, servindo assim, a essa nova características de empresas sociais, como complemento na ajuda social, podendo ser atuante no âmbito regional, estadual ou nacional ou inclusive mundial. Temos como exemplo, o excelente trabalho protagonizado pelo apresentador da Rede BANDEIRANTES de Televisão no Brasil, o Sr. José Luiz Datena, em que seu programa televisivo “Brasil Urgente”, fez uma campanha nacional para arrecadação de milhões de reais para a compra de cestas básicas de alimentação para as comunidades mais carentes do Brasil, pois infelizmente, o programa Auxílio Emergencial cedido pelo governo federal, não foi o suficiente para atender toda a população carente do Brasil. E foi nessa hora em que a Rede BANDEIRANTES fez um excelente trabalho exemplar como Empresa Social, fazendo valer a sua concessão pública governamental de transmissão eletromagnética que permite que essa empresa e emissora de televisão funcione em rede nacional. Também é importante salientar o uso da tecnologia digital, como as famosas # HashTags, em que quando usadas em uma rede social, como o Twitter, complementam ainda mais o engajamento da publicação de um programa de televisão em rede nacional, expandindo, atraindo e concluindo os objetivos propostos por aquela ação social, no caso: Arrecadação de dinheiro de empresas voluntárias ricas e as vezes influentes. O mais interessante, é que quando essas empresas doaram quantias significativas de dinheiro para a campanha da Rede BANDEIRANTES, essas ganharam: Mais visibilidade nacional; Reconhecimento de Marca e trabalho social; Expansão de mercado; Engajamento e fidelização de novos clientes; Entre outros itens que se destacam quando uma Empresa Social, vai além de ser lucrativa para ela mesma, tornando sua imagem pública ainda mais valorizada, pois o retorno de sua boa ação social, é convertida em engajamento social.

    Perguntas ao final do artigo:

    -> Você acredita que estamos realmente diante da consolidação de um novo modelo de empresa social?
    ——-> RESP: Sim, como diz o ditado popular: “A necessidade faz o sapo pular”, e com a Pandemia do COVID-19, o mundo mudou sua forma de viver, teve que se adaptar para os novos modelos de negócios para simplesmente tentar não falir, o problema é que muitas empresas pequenas faliram pois foram pegas de surpresa e dependendo da economia do país onde está localizada, não recebeu ajuda governamental, ou seja, o capital social investido para a sua criação, foi literalmente perdido. Sei de um caso em que a pessoa criou sua empresa no fim do ano de 2019, investiu 100 mil reais e simplesmente faliu em março de 2020, não obtendo lucro algum, pois na cidade onde foi criada, teve lockdown.

    -> Você acredita que o Big Data favorecerá a consolidação de novos monopólios de negócios?
    ——-> RESP: Monopólios nunca são bons, pois sempre a empresa líder, ganha o mercado consumidor e seus concorrentes não conseguem sobreviver no mercado por muito tempo. Então, o BigData, na minha opinião deve ser compartilhado com informações públicas que devem e podem serem apreciadas por todas as organizações capitalistas. Logo, se o BigData tornar negócios como monopólios, isso infelizmente causará um efeito em cascata em nível nacional e global fazendo pequenas empresas não sobreviveram pois essas não possuem acesso a essas informações privilegiadas, é o que vivemos hoje.

    -> Estamos falando de avanços científicos aos quais poucos terão acesso e onde prevalecerá a lógica comercial?
    ——-> RESP: Infelizmente, alguns avanças científicos são privados pois são criados por empresas ou organizações governamentais que investem milhões ou bilhões de capital financeiro próprio ou de investidores Anjos, para inventarem esses avanços científicos e essa lógica comercial já existe desde de a era da segunda revolução industrial, em que muitas invenções / produtos foram criadas(os) e patenteadas(os), gerando, claro, grandes lucros para seus criadores e empresas, que souberam vender essa solução para a sociedade daquela época. O produto é criado para um público alvo, para esse público alvo ser convencido, explorado, e comprá-lo, em que aquela invenção é solução para ele resolver seus problemas, como por exemplo, o tênis, em que é mais confortável que um sapato de couro duro e que deixa seus pés doendo no fim de um dia de trabalho. Enfim, a lógica comercial é simples: Com a inovação tecnológica pagar seu desenvolvimento com o lucro e continuar vendendo essa solução tecnológica aprimorando-a cada vez mais e, expandindo suas metas comerciais lucrativas.

    -> A responsabilidade corporativa é uma retórica sem fundo para melhorar a imagem do consumidor ou estamos realmente falando de empresas que buscam contribuir para uma sociedade melhor?
    ——-> RESP: É um paradoxo essa questão. Acredito que ambos os conceitos devem encontrar um ponto em comum para que seja lucrativo para ambas as partes, sem prejudicá-las, tornando a sociedade cada vez melhor.

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