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14 ago 2018
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O que é o RankBrain e como afeta o posicionamento SEO?

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Há uns bons tempos, a Google anunciou que ia começar a aplicar um novo alogritmo nos seus resultados de pesquisa, o RankBrain. A principal característica deste novo algoritmo é que se vai passar a utilizar a inteligência artificial pela primeira vez, a fim de mostrar resultados mais relevantes para as queries dos usuários.

Tentar oferecer ao usuário aquilo que realmente procura de uma forma fácil e rápida sempre foi o objetivo número um dos motores de busca, e é por isso que todos os anos nos surpreendem com novos, avançados e melhorados algoritmos, já que oferecer exatamente o que procura o usuário não é uma tarefa muito fácil.

Revendo os antecedentes dos algoritmos da Google, há que destacar que em 2012 foi lançado o Knowledge Graph, cujo objetivo era melhorar e desenvolver a pesquisa semântica, e com ele, um ano depois, foi lançada a sua atualização, o algoritmo Colibrí, Hummingbird. Este destacava-se pela sua função inovadora de relacionar os termos pesquisados no seu contexto semântico, entendendo assim a linguagem em que se escrevia uma consulta no motor de busca.

A função desta atualização no algoritmo é que, por exemplo, a Google pode diferenciar segundo o contexto numa pesquisa. Se se refere a uma “planta” de reciglagem ou de um edifício, a uma “planta” como um vegetal ou uma árvore. Através de uma técnica chamada “desambiguação”, que trata de identificar com que sentido uma palavra é utilizada nos termos de uma oração, quando a palavra em questão tem polissemia.

Ao criar um algoritmo capaz de diferenciar sinônimos, palavras polissémicas e palavras-chave relacionadas, a Google conseguiu entender um pouco mais a intenção do usuário e, desta forma, oferecer resultados de pesquisa mais corretos em relação ao que se pesquisa em concreto. Aqui podemos ver um exemplo de como a Google constrói a semântica de uma keyword, conhecendo a sua temática e todos os seus significados.

Porque é que se decidiu melhorar o algoritmo Hummingbird?

Os engenheiros da Google cada vez se preocupam mais em satisfazer os usuários, com o objetivo de que não tenham que realizar mais de uma consulta antes de terminar a sua pesquisa. O seu principal objetivo é que o usuário no primeiro resultado de uma pesquisa encontre o que pretende.

Se a isto sumamos que o Google processa umas cerca de 3.000 milhões de consultas ao dia e que 15% dessas pesquisas são novas, podemos afirmar que muitas delas não satisfazem o usuário à primeira.

Por esta razão de peso, a Google procura a todo o custo reduzir o número de pesquisas que os usuários realizam ao não encontrar o que procuram na primeira consulta que fazem. Ou melhor, o Google o que quer é que encontre o que está à procura à primeira, rápida e facilmente.  

Sem espaço para dúvidas, é um reto complicado, já que se torna muito difícil  (ou impossível) ler a cabeça do usuário para saber o que é que procura exatamente. Será mais fácil prevê-lo. Por este motivo, os engenheiros do Google decidiram dar um passo à frente e criaram um algoritmo que fosse capaz de integrar a aprendizagem automática e a inteligência artificial com a pesquisa semântica.

O que é e que funções tem o algoritmo RankBrain?

Este novo algoritmo chama-se RankBrain, sendo que umas das suas principais funções é transformar as palavras em entidades matemáticas que se denominam de vectores, os quais podem ser entendidos por máquinas. Importante destacar que o RankBrain é, de certa forma, uma melhora ou uma parte adicional do algoritmo Hummingbird, já  que este toca vários aspetos a melhorar nos diferentes formatos de pesquisa, como por exemplo a pesquisa por voz.

Como se pode observar neste gráfico publicado pela Google para que se entenda o significado do algoritmo da RankBrain, pode-se verificar como se usam os vetores para criar significados em torno dos termos relacionados, como podem ser os países relacionados com as suas capitais, ou como é que os país que estão no Mediterrâneo se agrupam mais abaixo do gráfico, criando uma união entre eles. Isto porque o Mediterrâneo é um vector maior que os une e o RankBrain detetou os padrões comuns que os relacionam.

Como é que o Google consegue afinar o seu algoritmo RankBRain?

O Google conseguiu melhorar muito o seu algoritmo para oferecer resultados mais favoráveis para as consultas dos usuários, no entanto ainda existem muitas pesquisas que não oferecem o que verdadeiramente se pede; este é um dos problemas que há que solucionar, já que ainda não consegue entender certas consultas.

O RankBrain possui um sistema de auto-aprendizagem próprio

Para tal, o Google aplica uma regra muito lógica, com a qual aprende constantemente a entender as consultas dos usuários. Como?  Se, por exemplo, numa pesquisa um usuário estiver pouco tempo no link dos resultados que escolheu, entende-se que os resultados para essa consulta não são os corretos, por isso o Google vai variando em função do total de erros que detecta.
Pelo contrário, se por exemplo o usuário dura muito e interage na página web a que acedeu desde os SERPs, o Goole tem isso em conta, melhorando com tempo os resultados de pesquisa em função do próprio comportamento do usuário.

Como destacamos no início do artigo, o algoritmo RankBrain baseia-se num sistema de inteligência artificial e por isso, as suas capacidades de aprendizagem são continuas e oferecem resultados muito positivos.

O Google, mediante o seu algoritmo baseado na inteligência artificial e no machine learning, é capaz de entender as perguntas que antes suponham muita dificuldade, fosse pelo seu significado ou situação contextual. No entanto, agora conseguiu inclusivamente fazer previsões acertadas, que se baseiam na informação acumulada no histórico de pesquisas realizadas.  

Para dar um exemplo significativo de como o novo algoritmo da Google – RankBrain – mudou os resultados da pesquisa poderia ser este:

Para a consulta: “Quantos anos tem Barack Obama?”, o resultado antes do algoritmo era:

Resultado mediante o algoritmo Hummingbird: “Barack Obama – Wikipedia – A enciclopédia livre”.

Resultado mediante RankBrain:  57 anos – 4 de Agosto de 1961

Como afeta o novo algoritmo RankBRain no SEO e nos resultados de pesquisa

Muitos dos profissionais de SEO estão a questionar-se sobre este tema e, por isso, queremos dar-vos a resposta e sobretudo, tranqüilizar aqueles que vêem as suas estratégias de posicionamento em buscadores totalmente afetadas pelo novo algoritmo.

Antes de mais nada, é necessário destacar que o Google realiza sempre uma atualização, tendo sempre um período de espera em que se verifica que o algoritmo funciona como é esperado.

O posicionamente SEO de uma página web baseia-se em muitos fatores e o RankBrain é o único que melhora os resultados de pesquisa, baseando-se no comportamento do usuário. É por este motivo que devemos preocupar-nos bastante e mais ainda se seguimos uma estratégia de conteúdo baseada na naturalidade, com a única finalidade de facilitar ao usuário aquilo que ele procura.

RankBRain é o terceiro mais importante fator de posicionamento SEO

Gary Illyes, analista de tendências da Google informou há pouco temop que o terceiro sinal de posicionamento SEO mais importante hoje em dia é o Google RankBrain, sendo o conteúdo e os links os outros fatores mais importantes.

No momento de analisar o que há que ter em conta para que o posicionamento SEO não seja afetado pelo novo algoritmo, existem vários detalhes que temos de cuidar, os quais mencionaremos de seguida. No entanto, existe uma peculiaridade que se opõe; o RankBrain afetará aquelas estratégias SEO que não se baseiem em melhorar e adaptar-se ao comportamento do usuário.

Detalhes e conselhos a ter em conta sobre p algoritmo RankBRain numa estratégia SEO

Quantos mais clicks, melhor posicionamento

Não é nada de novo, no entanto com o RankBRain, uma página web que obtenha mais clicks que o resto das páginas que aparecem nos SERPs terá melhor visibilidade nas pesquisas orgânicas, tal e como ocorreu até agora. No entanto, agora terá mais importância se o CTR das suas páginas posicionadas aumente.

Ampliar o volumen de keywords relacionadas

Se conseguimos posicionar-nos através de um amplo volumen de keywords relacionadas, com o RankBrain teremos ainda mais opções de receber tráfego orgânico.  Se por defeito a nossa página está posicionada pela keyword “bicileta de montanha” e mediante uma estratégia de conteúdo que responda de forma natural às perguntas dos usuários, podemos obter um bom posicionamento através de palavras-chave relacionadas, como “mountain bike” ou “rota de mountain bike”.

A pontuação RankBrain – um possível substituto do PageRank?

A Google confirma que cuantas mais probabilidades tenha um resultado de gerar um click, melhor será o seu posicionamente nos motores de busca. Esta pontuação interna da Google, é parecido com o Quality Score, que até agora é utilizado em campanhas de links patrocinados no Google Adwords.

Apostar com mais força em estar entre os 3 primeiros resultados

A grande maioria do tráfego orgânico – 99% aproximadamente – provém da primeira página de resultados, sendo que as 3 posições levam um 70% dos clicks. Por este motivo, se com o RankBRain se dá muita mais importância ao posicionamento em função da interação dos usuários, a partir de agora será mais importante e valorizado estar nas 3 primeira posições, pelo que os esforços no SEO se terão que triplicar.

O SEO Local terá mais importância

O algoritmo RankBrain irá potenciar de forma natural os conteúdos que sejam de utilidade para satisfazer as necessidades dos usuários numa área local.

Também é importante destacar que mediante o novo algoritmo da Google, muitos artigos de meios até agora bem posicionados, irão desaparecer dos SERPs se não forem relevantes para o usuário dessa área local.

O Google é um mundo no qual as empresas devem entrar irremediavelmente e com o qual  têm de familiarizar-se. Por este motivo, todos os dias se procuram mais expertos em posicionamento e que conheçam o manual de algoritmo do Google de trás para a frente.

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